Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
 

Saudade, Mãe, que saudade
do teu regaço-meu ninho!
Eu fui, na tua verdade,
vertigem doutro caminho...

De olor e cor, fui a flor
mais linda do teu jardim...
Nem o génio de um pintor
criou uma flor assim...

Só na fragrância
do  meu altar de saudade
a minha infância
vive na tua verdade…

Ousando a Vida,
hoje, sozinho, caminho,
sem a guarida
já perdida do meu ninho.



José-Augusto de Carvalho

25 de Junho de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
Música de Maria Luísa Serpa



publicado por Do-verbo às 16:50

  

 

Neste poço há uma nora

de alcatruzes de saudade,

onde ainda o tempo chora

o candor de Sherazade...

 

A princesa muçulmana

sobrevive enfeitiçada

nestas terras de Viana,

numa nora abandonada...

 

Numa nora abandonada,

nestas terras de Viana,

sobrevive enfeitiçada

a princesa muçulmana...

 

É quando o vento suão

até à sombra assa canas,

que dói mais a solidão

nas terras alentejanas

 

 

José-Augusto de Carvalho

6 de Abril de 2006.

Viana do Alentejo * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 16:05

 

Já estava no meu posto

quando o dia mal rompia…

E, o patrão, a contragosto,

ao sol-pôr, findava o dia…

 

Para além de água e de pão,

tive sede e tive fome,

que também se bebe e come

quer Justeza, quer Razão…

 

De Justeza e de Razão,

que também se bebe e come,

tive sede e tive fome

e não só de água e de pão…

 

Engelhado de cansaço,

hoje, sou esta memória…

Se na vida apenas passo,

que não passe a minha história…

 

 

José-Augusto de Carvalho

4 de Abril de 2006.

Viana do Alentejo * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 15:57

  

 

Na torre batem as horas.

Nem viv'alma pelas ruas.

Amor, por que te demoras

e esta saudade acentuas?

 

No meu peito, dói a espera.

Um nó me aperta a garganta.

Não pode haver primavera

se o passarinho não canta.

 

Se o passarinho não canta,

não pode haver primavera,

Um nó me aperta a garganta.

No meu peito, dói a espera.

 

Nos campos não há trigais...

E sem trigo não há pão!

Meu amor, não tardes mais,

que morro de solidão!

 

 

José-Augusto de Carvalho

10 de Março de 2006.

Viana do Alentejo * Évora * Portugal

Música de Maria Luísa Serpa Escrito



publicado por Do-verbo às 15:49

  

De Viana trago o canto
dos encantos do Alentejo,
desde o pão sofrido e santo
às açordas de poejo…
 
Trago o sol que doura a vinha
no calor do mês de Agosto
e o sabor que se adivinha
quase vinho, ainda mosto…
 
Quase vinho, ainda mosto…
Que sabor que se adivinha,
ao calor do mês de Agosto,
quando o sol nos doura a vinha!

Nas ribeiras há pardelhas;
Nas barragens, achegãs.
Estas terras, de vermelhas,
sangram todas as manhãs!...

 



José-Augusto de Carvalho
13 de Março de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
Música de Maria Luísa Serpa



publicado por Do-verbo às 15:42
Sábado, 26 de Junho de 2010

 

 

 

De Viana trago o canto
dos encantos do Alentejo,
desde o pão sofrido e santo
às açordas de poejo…


Trago o sol que doura a vinha
no calor do mês de Agosto
e o sabor que se adivinha
quase vinho, ainda mosto…
 

Quase vinho, ainda mosto…
Que sabor que se adivinha,
ao calor do mês de Agosto,
quando o sol nos doura a vinha!

Nas ribeiras há pardelhas;
Nas barragens, achigãs.
Estas terras, de vermelhas,
sangram todas as manhãs!...

 

José-Augusto de Carvalho
13 de Março de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
Música de Maria Luísa Serpa



publicado por Do-verbo às 23:49
Terça-feira, 22 de Junho de 2010

 

Na torre batem as horas.
Nem viv'alma pelas ruas.
Amor, por que te demoras
e esta saudade acentuas?


No meu peito, dói a espera.
Um nó me aperta a garganta.
Não pode haver primavera
se o passarinho não canta.


Se o passarinho não canta,
não pode haver primavera,
Um nó me aperta a garganta.
No meu peito, dói a espera.


Nos campos não há trigais...
E sem trigo não há pão!
Meu amor, não tardes mais,
que morro de solidão!
 
  

José-Augusto de Carvalho

10 de Março de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
Música de Maria Luísa Serpa 



publicado por Do-verbo às 00:04
Segunda-feira, 21 de Junho de 2010




Neste poço há uma nora
de alcatruzes de saudade,
onde ainda o tempo chora
o candor de Sherazade...

A princesa muçulmana
sobrevive enfeitiçada,
nestas terras de Viana,
numa nora abandonada...

Numa nora abandonada,
nestas terras de Viana,
sobrevive enfeitiçada
a princesa muçulmana...

É quando o vento suão
até à sombra assa canas,
que dói mais a solidão
nas terras alentejanas

 
José-Augusto de Carvalho
6 de Abril de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 23:55

 

Já estava no meu posto

quando o dia mal rompia…

E, o patrão, a contragosto,

ao sol-pôr, findava o dia…

 

Para além de água e de pão,

tive sede e tive fome,

que também se bebe e come

quer Justeza, quer Razão…

 

De Justeza e de Razão,

que também se bebe e come,

tive sede e tive fome

e não só de água e de pão…

 

Engelhado de cansaço,

hoje, sou esta memória…

Se na vida apenas passo,

que não passe a minha história…

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

4 de Abril de 2006.

Viana do Alentejo * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 23:49

 

Na minha terra,  já rareia o trigo.
Ermos os campos, dói a solidão.
Até o duro pão que, em sopas migo,
estranho, sabe à dor da emigração.
 
Oh, minha terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
Oh, terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
 
Quando a saudade queima no meu peito,
os cravos secos gritam na memória!
Sinto, doendo, o sonho já desfeito.
Quem disse não ao rumo da História? 
 
Oh, minha terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?

Oh, terra
de sol e pão,
quem nos desterra
do pátrio chão?
 
 

 

José-Augusto de Carvalho
Julho de 2009.

Na música da canção napolitana «O sole mio».



publicado por Do-verbo às 23:31
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