Terça-feira, 22 de Junho de 2010
 
 
Hoje, um manto de nuvens cinzentas
anuncia o dilúvio aos gentios.
E sem barca, ai de nós!, que tormentas
no devir de fatais desvarios!...
 
E de pombas, no céu, nem sinal!
É de sombras a noite que cai!
Que profano juizo final
tão distante do Monte Sinai?
 
E esta fé, o que faço com ela,
se a distância que maladivinho
das cortinas da minha janela
só de nada atapeta o caminho?
 
Do delírio dos cravos em festa,
o que resta? O que resta? O que resta?



José-Augusto de Carvalho
4 de Junho de 2008.
Viana * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 12:42
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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