Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

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Meu lírio roxo... cantigas

que o vento nos traz e leva

na mentira das espigas...

pão amassado de treva...

 

Meu sonho de pesadelo,

suão - ardência de lava!

Minha papoila de anelo

que és livre só porque és brava!

 

Minha dimensão estulta

do trânse que em ti abrigas!

Minha terra onde um menino

é já a mentira adulta

da moda feita destino...

Meu lírio roxo... cantigas!

 

 

José-Augusto de Carvalho

In arestas vivas, 1980


publicado por Do-verbo às 15:10
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