Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
 
                                                                                            
   Para o Poeta Daniel Cristal
 

Vestiram-te de pedra, exímios, os cinzéis.
Assim se prolongou a carne, o sangue, a chama…
A plástica escultura, emoldurando anéis
Em torno do que foi, saudade agora e fama.
 

Saudade que terás deixado em quem te amou.
A gratidão plural prestando-te homenagem.
A força no poder que em pedra te exaltou.
Perpétua veleidade em gélida miragem.
 
 
Do meu amor não tenho o rosto empedernido…
Nenhum cinzel talhou as curvas do seu rosto…
Nem fama nem anéis, só um ferido olvido
 
 
de lágrimas e pedra esculpe o meu desgosto.
Não grito nem protesto, encontro a diferença
dos homens ante o fim. Somente a diferença…
 
 
 

José-Augusto de Carvalho
4 de Novembro de 2002.
Porto Alegre * Rio Grande do Sul * Brasil.
 
 
Migrando para este novo espaço.


publicado por Do-verbo às 09:05
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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