Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

 
 Sonho acordado o mesmo sonho antigo,
que vem desde o princípio disto tudo.
Fiz dele o meu caminho, que prossigo,
mas olho em derredor e não me iludo.
Em cada esquina, atento, o predador,
dissimulado, espreita a sua presa.
Montado o cerco, quem se pode opor,
às investidas vis e sem defesa?
 
De assalto, já tomaram a cidade.
Na praça antiga, ergueram o patíbulo,
onde, em sufoco e náusea, a dignidade
é mais violada do que num prostíbulo.
 
O reles e o primário por divisa!
E a presa, apetecível, agoniza...
 

 



José-Augusto de Carvalho
10 de Agosto de 2001 - 2 de Outubro de 2010
Viana * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 09:39
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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