Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

 

 
(Última Ceia, de Leonardo da Vinci)
 
Que manto de silêncio assim te esconde,
perdida sob névoa e banimento?
Já nem o eco à minha voz responde!
Até te silencia a voz do vento!
 
A boa nova, espanto e maravilha,
aos outros que ficaram, tu levaste.
Eleita, confirmaste, na partilha,
a força da raiz na frágil haste.
 
O turbilhão dos tempos te tragou.
Das trevas sem registo e sem memória,
a lenda que o sem tempo deslumbrou
no todo o sempre escreve a tua história.

Na tela onde o pintor te quis dilecta,
eu vivo a minha angústia de poeta.
 
 
José-Augusto de Carvalho
26 de Dezembro de 2011.
Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 10:47
sabes a comoção que nos toma num cinema quando vemos um filme com conteúdo, muito à imaginação, em que o trabalho de todas as equipas é uno? O filme acaba e quedamos na cadeira, fitando agora o nada que afinal é tanto que o filme nos deu ou quando perante uma árvore bela e forte vemos a escultura viva que contém?
Emoções similares a esta que sinto. E já li e reli e reli...pausadamente. Cristalino, puro e forte como a água na nascente alta da serra.
Beijos amigo meu.
Conceição Paulino a 1 de Janeiro de 2012 às 09:35

Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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