Domingo, 23 de Outubro de 2011
 
 
 
Neste poço há uma nora
de alcatruzes de saudade,
onde ainda o tempo chora
o candor de Xerazade...
 

 

A princesa muçulmana
sobrevive enfeitiçada
nestas terras de Viana,
numa nora abandonada...

 

Numa nora abandonada,
nestas terras de Viana,
sobrevive enfeitiçada
a princesa muçulmana...
 

 

É quando o vento suão
até à sombra assa canas,
que dói mais a solidão
nas terras alentejanas.



Versos José-Augusto de Carvalho



Talvez projecto, exactamente por ser uma pretensão lançada assim desamparada, é a tentativa de apresentar textos inéditos que poderão enriquecer (?) o património dos cantares populares do Alentejo. Que valha a intenção.



publicado por Do-verbo às 16:04
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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