Sexta-feira, 12 de Março de 2010

 


As vezes me sinto idiota ou maluco. Paranóico ou psicopata.
Abro os jornais, vejo na televisão, vejo corpos estirados, bombardeios de urânio empobrecidos, vejo cinzas de outroras gentes,crianças rotas como roupas esgarçadas,vejo mulheres novas e velhas chorando sobre defuntos filhos, maridos ou pais.
Todos os dias vejo as teorias que tentam justificar mortes, assassinatos em massa, genocídios , destruição de raças.
Meus olhos covardes embotam o meu espírito em lágrimas. Me chamam de covarde.
Vejo o governo norte americano, me recordo da leitura do pretenso terceiro Reich.
Judeus nazistas ocupando espaços nas listas, genocídios de palestinos.
Sonho a iraquiana que está em seu país chupando a bomba invasora norte-americana, sobre os escombros putrefatos ao seu nariz.
Participo com o supremo gesto da vida sacrificada no terror. Um último instante da bomba explodir, um resto de desespero contra a industria de armas.
Meu corpo vira arma, a arma do pobre, a arma do invadido, a arma dos que tem seus filhos destroçados.
Somente tenho meu corpo e uma alma de luta contra o império que veio à minha terra matar, nossas riquezas sugar.
Perdoe-me Deus, perdoe-me Alá.
Sou gente, não sou covarde, não importa que a imprensa deles diga.
Minha luta estará lá.
Vanderley Caixe
28 de Agosto de 2004.
Ribeirão Preto*SP-Brasil


publicado por Do-verbo às 03:30
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