Terça-feira, 31 de Maio de 2011

 

 
 
 
As árvores despiram as roupagens
que lhes vestira o ardor da primavera.
 
Dos êxtases de odor, em flor policromados,
dos néctares de alada embriaguez...
do efémero existir já nada resta.
 
Depois do sol fagueiro aconchegar,
em manta travestido,
a enxerga deserdada,
o tempo a seus desígnios já se rende
e o desconforto vem
assobiar nas telhas dos abrigos.
 
Agora,
nos hirtos galhos nus,
o inverno tece a frio o níveo manto
ornado de pendentes de sincelo.
 
 
 
José-Augusto de Carvalho
19.1.2008
Viana * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 08:33
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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