Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
 
 
Do vento que enfunou as níveas velas
 
das velhas caravelas de quinhentos,
 
só resta o Fado, triste, nas vielas,
 
vestido de saudade e de lamentos.
 
 
 
Poetas loucos há, de Norte a Sul,
 
buscando, no sabor da maresia,
 
com Sá-Carneiro, um pouco mais de azul,
 
no céu da decadência amarga e fria.
 
 
 
Na minha voz ecoam outras vozes,
 
as vozes que eu herdei e que mantenho,
 
perenes de manhãs de apoteoses.
 
 
 
Memória do que foi o velho lenho,
 
nas asas haverá dos albatrozes
 
ou vivo no palor de algum desenho...
 
 

 
José-Augusto de Carvalho
13 de Janeiro de 2007
Viana do Alentejo * Évora / Portugal


publicado por Do-verbo às 14:10
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