Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

 

 

 

Adil, do árabe atíl, terreno inculto.

Da antiga Viana de Fochem, depois, absurdamente, a-par-de-Alvito e, agora, redundantemente, do Alentejo, retomamos a divulgação deste espaço, que terá a assiduidade possível.

Daqui, donde se diz que o seu povo é de muitos mouros, alguns judeus e o resto sabe-o Deus.

Adil, terreno inculto. Tal qual, porque quem pode não quer e quem quer não pode.

Terra de senhores de abastança e que já foi de pão amassado com lágrimas e desespero.

Terra que viu craveiros a florir, em abril, e a secar, em novembro.

Terra que espera.

 

 

José-Augusto de Carvalho

Viana * Évora * Portugal


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publicado por Do-verbo às 23:06
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