Domingo, 29 de Novembro de 2009
 
 
 
 
Cultivo tantos eus no sacro chão de mim!
E, tantos, são um só, em êxtases dispersos…
Farpelas de burel ou mantos de cetim,
são peregrinos de alma os ecos dos meus versos.

A ventania açoita os caules indefesos…
Regela, em agressões, o tempo de invernia…
Meus ombros, de cansaço exaustos, sob os pesos
que escurecendo vão promessas de áureo dia…

O tempo da colheita é tempo sazonado.
Semente germinada, ousada na raiz,
incerto, o caule tenro em haste transformado,
abraça, sem pudor, as ervas dos adis.

No topo, assoma, verde e tímido, o botão…
Cumprido o ciclo, a flor perfumará meu chão?
 

José-Augusto de Carvalho
7 de agosto de 2004
Viana do Alentejo * Évora * Portugal
Migrando para este novo espaço.


publicado por Do-verbo às 12:08
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
25



pesquisar neste blog
 
subscrever feeds