Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
 

 

Meu lírio roxo..., cantigas
que o vento nos traz e leva
na mentira das espigas...
-- pão amassado de treva!
/
Meu sonho de pesadelo,
suão -- ardência de lava!
Minha papoila de anelo
que és livre só porque és brava!
  /
Minha dimensão estulta
do transe que em ti abrigas!
/
Minha terra onde um menino
é já a mentira adulta
da moda feita destino:
-- Meu lírio roxo..., cantigas!


 

José-Augusto de Carvalho

In arestas vivas, 198

 

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publicado por Do-verbo às 12:53
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