Terça-feira, 23 de Março de 2010
Foto de meu cão Apolo, 2008

Como te invejo amigo cão,
o teu sol e mesmo o teu osso;
não a coleira do pescoço;
a condição.

Como te invejo o faro, irmão!
Cheirar até o bafo de deus,
seres tu por mim alguém e eu
o cão.

Como te invejo, meu ciúme é vasto:
o amor que fazes à minha frente,
uivar, ganir como um demente
e casto.

Como te invejo e te gabo,
como os que, não sendo cão,
pedem guloseimas e dão
ao rabo.

Como te invejo o dobrar do sono,
ladrar a quem me apetecer
e, se for preciso, morder
o dono.


João de Sousa Teixeira


publicado por Do-verbo às 14:15
José-Augusto, comecei a ler o teu Blog e estou dorando. Você é muito versátil e sensível, também.

Beijos

Luzia
Luzia M. Cardoso a 27 de Junho de 2010 às 04:28

Boa tarde, prezada Luzia!
O comentário é-me dirigo por lapso, pois o excelente poema é do Poeta João de Sousa Teixeira.
Irei dar conhecimento do elogio ao seu destinatário.
Cumprimentos e até sempre!
José-Augusto de Carvalho
José-Augusto de Carvalho a 29 de Julho de 2010 às 08:25

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