Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

 

 

 

Nas asas das borboletas

há matizes deslumbrados

dos teus olhos evadidos...

 

Nas tuas mãos inquietas

há gestos adivinhados

de bailados proibidos...

 

Quando o rouxinol poeta

deixa entrever a centelha

do seu talento encantado,

 

na tua boca vermelha

uma promessa secreta

é um grito sufocado....

 

 

José-Augusto de Carvalho

in arestas vivas, 1980


publicado por Do-verbo às 09:46
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