Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

 

 

Não canto, porque não quero,

nem filhos de algo, nem clero.

 

Poeta, filho do vento,

invento os meus pergaminhos!

Que fiquem, por testamento,

ao pó de incertos caminhos!

 

Poeta sou, panteísta!

Acima de mim permito

apenas quem, alquimista,

poemas faz de infinito.

 

Poeta sou, neste chão!

E canto como quem lavra

uma promessa de pão

suado em cada palavra...

 

 

José-Augusto de Carvalho

17 de Abril de 2006.

Viana  * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 17:13
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