Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2010

 

 

 

Parou o tempo dentro do teu peito.

Morreu o mundo no teu coração.

Sem um adeus, gelado, no teu leito,

só o desgosto da separação...

 

Agora, não é tempo de palavras.

É tarde, muito tarde para nós.

E nem eu quero, agora, mais palavras.

E nem tu ouves mais a minha voz.

 

Tentei amar-te como tu me amaste.

Na perda é que sabemos o vazio

que fica quando já não há mais nada...

 

Perdida flor suspensa de hirta haste,

baloiça na ternura do rocio

da tua derradeira caminhada...

 

 

José-Augusto de Carvalho

17 de Dezembro de 2004.

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 22:40
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