Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2010

(Israel, 21 de Junho de 2008)

 

As pétalas da flor que Junho desfolhou,

cobriram de amargura as terras de Israel.

Nas margens do Mar Morto, a sombra desenhou,

com lágrimas de sal, um cálice de fel.

 

Nas áleas do Jardim, perene, o mito ateia

a chama que nos chama, em labaredas de ouro.

E a flor, estreme e bela, em seu candor, passeia,

na brisa do deserto, o seu cabelo louro.

 

À Vida, que não quis que a flor emurchecesse,

vergada pelo tempo exausto da anciania,

escrevo, neste adeus, os versos da tristeza.

 

Se mais um outro dia ainda amanhecesse,

serias sempre tu, em flor-policromia,

o alor da sedução do sonho e da Beleza.

 

 

José-Augusto de Carvalho

23 de Junho de 2008.

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 19:18
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