Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2010

 

 

 

Hoje, chove no meu coração.

 

 

Uma chuva de lágrimas frias.

 

 

Com seis tábuas se faz um caixão

 

 

e, com flores, as horas vazias.

 

 

Para além da partida, serás,

 

 

na saudade, a presença constante.

 

 

Que tu ficas, ainda que vás

 

 

para longe do adeus que te cante!

 

 

Não há luz, não há cor, não há trevas

 

 

no vazio sofrido que levas...

 

 

Só o frio gelado do fim.

 

 

E eu, aqui, a deixar-te sozinho,

 

 

neste término do teu caminho,

 

 

esquecido de tudo e de mim.

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

7 de Janeiro de 2006

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 19:04
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