Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

 

 

Poeta, quem és tu, que tanto delicias

a bela poesia, em êxtases extremos?

És tu, Orfeu, a quem nós todos devemos,

que regressaste à vida em cantos de magia?

 

Eurídice morreu. A barca de Caronte

ao Hades a levou. Deixou-nos o seu mito.

Não queiras mais sofrer. Teu lancinante grito

rasgou a treva e dói nos longes do horizonte.

 

O teu amor, na dor da perda nos perdeu.

O desencontro impôs só os caminhos tristes.

Não mais, depois de ti, o dia amanheceu.

 

Resigna-te ao teu fim. Orfeu, por que resistes

ao frio do não-ser na paz que te acolheu?

Por ti, sofremos nós! Em todos nós existes!

 

José-Augusto de Carvalho

Setembro de 2002.

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 22:25
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