Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

 

 

Etérea, a sua voz afaga os meus sentidos.

Silêncios de emoção perfumam as carícias

das noites estivais, sulcando, diluídos,

as flores dos jardins suspensos das delícias.

 

São olhos-de-água e sede as pérolas brotando,

multímodas na cor, murmúrios de oração...

Suspiram madrigais as pétalas arfando,

sortílego rubor de encanto e sedução...

 

Em manto verde e fofo, a erva se espreguiça,

do chão, olhando o céu, num êxtase absoluto...

A rima beija o verso e toda se derriça

no manso baloiçar de apetitoso fruto...

 

Meus olhos semicerro e as lágrimas, caindo,

escrevem no meu rosto este poema lindo...

 

 

José-Augusto de Carvalho

10 de Novembro de 2003.

Várzea, S. Pedro do Sul, Portugal



publicado por Do-verbo às 22:14
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Novembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
25



pesquisar neste blog