Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

 

 

 

Não mais o tempo em mim contou as horas.

O tempo-convenção é a medida

dos ritmos, das angústias, das demoras

caindo nas valetas, sem guarida.

 

O tempo sem medida, o tempo todo,

raiado de matizes de infinito,

acima está da náusea deste lodo,

lá onde o gosto a fel é interdito.

 

Descer ao tempo ignaro, ao ventre escuro,

de escórias prenhe, é reduzir o ser

ao magma informe e frio de um monturo,

representar a farsa do não-ser...

 

Meu tempo, que sem portas e sem horas,

em mim, noivado lírio, livre moras...

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 17:02
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