Sábado, 27 de Novembro de 2010

 

 

No lançamento do livro «O meu cancioneiro»

 

Cine-Teatro de Viana do Alentejo, 19 de Setembro de 2009.

 

 

 

 

Boa noite!

  

É um privilégio estar neste Cine-Teatro, que vi erguer na já distante década de quarenta do século XX.

 

Aqui me traz a solidária manifestação de apoio do Município à edição do livro «O meu cancioneiro».

 

A este gesto de solidariedade se associaram a Escola E.B. 2,3/S. Dr. Isidoro de Sousa, a CulArtes, a Oficina da Criança e todos os presentes para assinalarem o lançamento de um modesto livro de poemas que a «Temas Originais» editou e o Professor António João Valério e a Poetisa Conceição Paulino se predispuseram muito amavelmente a apresentar.

 

Às entidades aqui representadas, aos editores, aos apresentadores do livro e a todos os presentes aqui publicamente manifesto a minha gratidão.

 

Quanto ao livro, ele aqui está, disponível. Dos seus méritos e deméritos, o Juízo do Tempo decidirá, sempre com verdade, como convém. E a determinação de escrevê-lo estará justificada na pequena introdução que também redigi.

 

Como reiteradamente tenho afirmado, nada de relevante há a dizer de mim. Desempenhei, o melhor que pude e soube, a minha profissão.

 

Paralelamente, sempre escrevendo alguns versos, numa persistência que prossegue, agora, na situação de aposentado. Ontem como hoje, persigo a Poesia. Sei que é um esforço titânico, pois ela, a Poesia, apresenta-se-me como o horizonte --- sempre à minha frente, mas nunca ao meu alcance. Que fique o esforço, já que o objectivo é demasiado!

 

Sem exibicionismo, apenas animado pelo espírito de uma cidadania interventora, escrevi dois textos expressamente para este momento, nas músicas tão conhecidas de “O sole mio” e “Torna a Surriento”, duas canções napolitanas mundialmente apreciadas.

 

Estes textos relevam a visão da sociedade que percebi na adolescência, que amadureci na idade adulta, que me acalenta na fase derradeira da vida, sempre com a mesma esperança de que, um dia, o ser humano saberá ser digno de si mesmo, num abraço fraternal do tamanho do mundo.

 

Até sempre!

 

Bem-hajam

 

Viana, 19/9/2009.



publicado por Do-verbo às 22:59
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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