Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

 

Provei, no meu baptismo, o símbolo do sal.

Provei e não gostei, decerto, do amargor.

Provei, bebé ainda, o gosto a Portugal.

Provei, sem crer no Fado, o fel do seu sabor.

 

O Bem fugaz provei no leite maternal.

O duradouro Mal depois se soube impor.

E nem no tempo vão do breve Carnaval

eu vi, de novo, o Bem, num cântico de amor.

 

Meu ânimo de bravo ousou o Bojador.

Ao Cabo Não gritei: arreda, o meu fanal

é mais além de ti e até do Adamastor!...

 

Às Índias arribei! Além do chão natal,

sofri, morri, sonhei, amei com tanto ardor,

que em todo o mundo existo ainda Portugal!

 

 

José-Augusto de Carvalho

 Lisboa, 9.X.2010.



publicado por Do-verbo às 19:15
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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