Quarta-feira, 03 de Dezembro de 2014

espera.jpg

 

De fim em fim, eu sempre recomeço…

Que Tempo vário em tempos repartido!

Viagens de aflição… e sempre, no regresso,

o sonho por haver no sonho prometido!...

 

A Vida, em seu viver, me quer e me consome,

querendo sempre mais e mais de mim!

Bendita sejas tu na tua fome

de aromas de poejo e de alecrim!

 

Em ti, eu soube do sabor a sal

e deste céu em chamas, ao sol-posto,

quando o descanso enfim me retempera.

 

Que venham amanhãs de sol e mosto

no vinho novo --- anseio desta espera ---

e eu possa ainda desfrutar-lhe o gosto…

 

 

José-Augusto de Carvalho

30 de Outubro de 2014.

Viana*Évora*Portugal

(Recuperando  textos antigos)

 



publicado por Do-verbo às 22:31
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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