Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

 

Na berma do caminho, só penares.

A pouco e pouco, vão morrendo as flores.

Não tenho mais girândolas de cores,

Nem mais o olor se evola pelos ares…

 

As horas me torturam nos vagares,

Querendo infernizar as minhas dores.

E eu cedo, resignado, aos seus furores,

Bebendo o fel salgado dos seus mares.

 

Perdido quanto amava, que me importa

Que a noite escura apague o sol e a lua

E o nada bata instante à minha porta?

 

Agora, arrasto, só, de rua em rua,

o frio que, cortante, inda me exorta,

que em lágrimas lhe dê minh’alma nua…

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 5 de Agosto de 2011.


publicado por Do-verbo às 16:29
 
 
Quando a morte te levou,
Não me quis levar contigo.
De ti, apenas, ficou
A saudade, onde me abrigo.

 

Ah, mas eu sei, meu amor,
Que ficaste junto a mim,
Sorrindo em cada flor
Que alinda a nosso jardim.

 

E quando à noite olho os astros
O firmamento bordando
O lucilar dos teus rastros,

 

Eu sei, a todo o momento,
Que tu me estás acenando
Dos confins do firmamento.
 

 

José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 6 de Agosto de 2011


publicado por Do-verbo às 16:22
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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