Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
 
Nesta noite de insónia, perscruto
o sem fim deste céu absoluto.

 

São caminhos e viagens astrais.
Na distância, é o cais estelar.
Tantos cabos dobrei! Quantos mais
eu ainda terei de dobrar?

 

É tão longe esse cais que diviso!
E já tanto me pesam os anos!
Não me deixo ficar indeciso,
que não temo os ignotos oceanos...

 

Se negado me for o carinho
de atracar nesse cais derradeiro,
que mereça, a rasgar o caminho,
a certeza de que é verdadeiro...
 

 

José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 25 de Janeiro de 2012.


 

 



publicado por Do-verbo às 15:31
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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