Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

 

Se o Tempo te disser

Chegaste ao fim da estrada,

que pare quem quiser,

que tu irás, enquanto a vida der,

forçando a caminhada.


E rasga nova estrada,

se esta se der por finda!

E vai além da meta assinalada,

que em terra a desbravar ou desbravada

há mais estrada ainda!
 


José-Augusto de Carvalho
21 de Outubro de 2011.
Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 14:42
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

 

 

No caminho, assentou a canseira.
Nem vestígios das tuas pegadas.
Solitárias, as velhas estradas
sob um manto de sol e poeira.
 
Do que foste ou não foste, não mais
a memória guardou o registo.
Neste Mundo de Cristo sem Cristo,
são de inércia e renúncia os sinais.
 
Sob a noite, as estradas paradas,
rememoram silêncios em guarda
e sortílegas sombras vadias...
 
São as horas, no tempo cansadas,
a velar a promessa que tarda
duma aurora que nunca verias...
 
 
José-Augusto de Carvalho
16 de Outubro de 2011.
Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 09:34
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Exmos. Leitores:

Desde há vários anos, escolhi o título «O Alentejo não tem sombra!...»  para um conjunto de textos a que chamei cantares. Recentemente fui surpreendido com a informação de que este título já foi utilizado. Perante a situação, a colectânea já preparada terá este outro título: Harpejos crepusculares (Cantares).

Os meus cumprimentos.



publicado por Do-verbo às 04:13
Domingo, 16 de Outubro de 2011
Bélgica, Rio Eau-Noire galgando as margens (Foto internet)



 

Naquele tempo, já o rio tinha
a condição de rio decidida:
nascia e da nascente-berço vinha,
em múrmura canção indefinida.

 

Por entre margens, dócil, caminha.
Um fio de cristal na teia urdida.
Não sabe por que vai nem adivinha
que há sempre um por haver desde a partida.
 
A submissão de muito longe vinha!
Mas uma força em si desconhecida
lhe diz que não é mais a ténue linha
por doce devaneio distendida…

 

E, rindo-se, descobre a teia urdida
e mais, que além das margens há mais vida!
 
 

 

José-Augusto de Carvalho
16 de Outubro de 2011.
Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 07:45
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