Sexta-feira, 29 de Abril de 2011
                       
           
 
 
             Que dia pode haver que te consagre,
            se há tanto os dias todos já são teus?
            Se todos nós, quer crentes, quer ateus,
            em ti reconhecemos o milagre?

            Teu ventre é o sacrário da promessa
            que sempre, imperecível, é cumprida,
            na vida que se dá de novo à vida,
            num hino de louvor que nunca cessa.

            O teu regaço terno embala o mundo,
            o mundo que te esquece e que se perde
            na horas em que mais de ti carece.

            Do céu azul ao pélago profundo,
            do  luto preto à esperança verde,
            até ausente, és tu quem permanece.

 

 

 


José Augusto de Carvalho

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 15:45
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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