Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

 


                                                   
   Para o Poeta Herculano Alencar, meu Amigo
 

Na palavra é que vou e me enfrento,
neste outono amarelo da vida.
Nas rajadas infrenes do vento
meu destino de folha caída.

No bornal, a palavra atrevida
na saudade que ainda acalento:
primavera no sonho tecida
com delírios de sal e fermento.

Ajudando o meu passo indeciso,
o cajado me ampara e tacteia
o caminho que experto preciso.

Só o sol, que no céu alardeia
egotismos de instante Narciso,
se diverte e de luz me encandeia.
 

José-Augusto de Carvalho
Viana de Fochem
18 de Outubro de 2009


publicado por Do-verbo às 15:22
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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