Quarta-feira, 20 de Abril de 2011
        
 
Esta ânsia de eternidade
traz consigo, no bornal,
exactamente o que vale:
uns tostões de caridade.
 
Eu anseio, tu anseias...
E, nesta conjugação,
só o tempo em gestação
eu receio e tu receias...
 
Esta ansiedade entontece!
Vem a noite, cai o escuro...
E, nas sombras, o futuro
só mais ansiedade tece...
 
E sempre nesta ansiedade
de recusa e provação,
negamos a condição
da nossa efemeridade...

José-Augusto de Carvalho
8 de Setembro de 2001.

Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 15:54

 

 
 
O cavalo de Dom Fuas
só por milagre gravou
(diz a lenda) a ferradura
no penhasco onde estacou.
 
E é milagre que perdura!
 
No negrume de alcatrão
que atapeta as nossas ruas,
sem milagre, qualquer cão
grava as fofas patas nuas...
 
Assim é a evolução,
sem negar a tradição...
 
 
José-Augusto de Carvalho
5 de Setembro de 2001.
Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 15:37



 
Meu Poeta Maior, altura da vertigem!
 
Do tempo que passou ao tempo que se apresta
 
e que outro há-de gerar,
 
a nódoa ignara e vil, a mesma desde a origem,
 
insiste em te negar!
 
Esta gente não presta!
 
 
José-Augusto de Carvalho
5 de Setembro de 2001.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 15:32
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