Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2010

 

 

 

Os deuses e os demónios querem sangue!

No mundo, ergueram, ímpios, os altares.

Um homem justo mais tombou exangue...

Irmão, mais um sinal p'ra meditares!

 

O tempo da discórdia trouxe as iras.

Quem nega, agora, a lei da causa-efeito?

Arautos de vergonhas e mentiras,

com agressões e bombas de ódio ao peito!

 

E as vítimas são sempre os inocentes,

as dores de um calvário que não cessa,

o vil metal das trocas indecentes.

 

Irmão, Amigo, Exemplo, tão depressa

te privam do amor das tuas gentes!

Contigo morre mais uma promessa.

 

José-Augusto de Carvalho

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 18:18
Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2010

 

 

Tú miraste el carmín de las mañanas,

encendido en los pechos libertarios

de los hombres cargados de futuro!

 

Y viniste,

por los rumbos abiertos por la sangre,

en las noches oscuras

de mujeres sin hombres,

de los hijos del miedo,

de los viejos que estan de màs para tener esperanzas.

 

Y viniste,

con tu sed adyacente, a sumergirte

altas olas

de la mar de ansiedad y de peligros.

 

Y viniste,

con la luz de la dádiva,

y caíste

en la tierra lejana que quisiste tuya.

 

 

José-Augusto de Carvalho

22 de Dezembro de 2007.

Viana do Alentejo * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 18:06
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