Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010
*
Da colheita de Maio Maduro,
quanto baste de alento e de alvura.
Mitigar minha sede procuro
na cisterna de chuva-água pura.
*
Na farinha e na chuva que amasso,
minha fome modela o sustento.
É de Terra e de Céu o que faço
quando em mim me transcendo e me invento.
*
Tudo em mim é a soma do todo,
que é de pó e que é de água – este lodo,
num pedaço de céu que me acena…
*
E assim vou, perseguindo este rastro
que lucila a saudade de um astro,
nesta cósmica angústia terrena…
*
 
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 13 de Dezembro de 2010.


publicado por Do-verbo às 08:03
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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