Quinta-feira, 09 de Dezembro de 2010
 
 

 

 
 
Volando, las golondrinas
llegan con la primavera…

 

 
 
Hay una sonrisa dulce
que danza en tus labios rojos…

 

 
 
Hay amapolas de sangre
en las huellas que florecen
en los caminos de ahora…

 

 
 
Señora de los milagros,
concédeme tener alas
para llegar hasta el cielo!

 

 
 
Señora de los milagros,
dejad que un día me muera
en ésos tus labios rojos!

 

 
 
Señora de los milagros,
dejad que florezca en sangre
en todas las carreteras
en un tapiz de amapolas!

 

 
 
José-Augusto de Carvalho
25/11/2008.
Viana * Évora * Portugal

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publicado por Do-verbo às 14:36
Rio Guadiana, o pulo do lobo
 
 
 
 
Uma mancha de arvoredo.
Treme o caminho de medo.
 
Um grito de raiva corta
o silêncio do montado.
Quem, na noite, mal suporta
o seu sossego assombrado?

 
Numa janela da aldeia,
tremeluz uma candeia.

 
Que sombra furtiva passa,
tragada p'la escuridão?
No silêncio de mordaça
pesa mais a solidão.

 
Andam malteses a monte
nas terras sem horizonte...

 
Soam secos estalidos
de facas de ponta e mola
e baques malpressentidos 
de passos que a lama atola...

 
Andam malteses a monte
nas terras sem horizonte...

 
Homens de pele trigueira,
curtida pelo relento,
aventuras de fronteira
e mulheres de momento...

 
Cicatrizes purpurinas
das balas das carabinas...

 
Nos beijos livres da noite,
bem ajustado o bornal,
há quem na sombra se acoite
maltês ou guarda fiscal!

 
O medo o medo guardando,
liberdade e contrabando...

 
Malteses matando a fome,
altivos como senhores!
Quem sois vós, homens sem nome,
 temidos p'los lavradores?

 
Quem impõe a lei da fome,
 muitas insónias consome!...
 
Quem vem lá, entre dois guardas,
a caminho da cadeia,
indefeso entre espingardas
que a lei da fome alardeia?

 
Um maltês acabrunhado
maldiz o dia azarado!...

 
Caiu um numa emboscada...
Outros em paz intranquila,
de noite, rondam a vila,
p'ra soltar o camarada...

 
Uma mancha de arvoredo...
Treme o caminho de medo!...

José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 5 de Setembro de 1996.
Viana, 8 de Dezembro de 2010


publicado por Do-verbo às 10:55
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