Quarta-feira, 08 de Dezembro de 2010



 

 

 

As ruelas de terra batida

ocultaram a minha partida.

 

 

O negrume da noite tragou-me,

numa cúmplice fuga.

Uma sombra furtiva e sem nome

que do rosta uma lágrima enxuga.

 

 

Em redor, o silêncio pesado

dos malteses de medo e de espanto...

E os rafeiros rosnando ao cajado

que à distância sustém o levanto.

 

 

Chego, enfim, à estrada deserta.

Doravante, o caminho é obscuro...

E assim vou, de sentidos alerta...

E assim ando esventrando o Futuro...

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 18 de Março de 1997


publicado por Do-verbo às 12:15
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