Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

 

 
 
 
 

 

 

 

No sossego da tarde, entardeço.

Uma brisa suave me afaga.

No desgosto da Vida do avesso,

cada ocaso parece uma chaga.

 

Na fogueira que o céu incendeia,

uma chaga doendo enquanto arde.

Passam horas e o tempo escasseia!

E esta chaga a doer... e é tão tarde!

 

Já no céu esmorece o clarão.

A fogueira é, agora, uma vela

que já mal tremeluz nas lonjuras!...

 

Sinto o sono no meu coração.

No silêncio em torpor que me vela,

fecho os olhos e fico às escuras.

 

 

José-Augusto de Carvalho

29 de Outubro de 2010.

Viana*Évora*Portugal



publicado por Do-verbo às 14:43
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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