Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

 

 

É quando as sombras descem sobre a luz

e a vida já não pode ser mais nada
que, em ânsia de infinito, tremeluz
a paz, por dor e lágrimas velada.
 
 
Aqui, por entre flores de saudade,
sublimo a perfumada nostalgia
do sonho que se quer eternidade,
em arrebois de amor e poesia.
 
 De ti, ficou, em nós, perene, o canto,
a parte que te coube da beleza
p'lo Céu doada a todos os poetas.
 
 
Em ti, ficou, de nós, doído, o pranto
que levas, por alturas de incerteza,
nas tuas asas livres e inquietas.

 
  
José-Augusto de Carvalho
24 de Fevereiro de 2006.
Viana do Alentejo * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 23:44
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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