Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

 

 
 
 
 
 

Escrevo como quem abraça a terra inteira,

assim, do Norte ao Sul, do Leste ao Ocidente...

Meus versos não são meus, serão de toda a gente

que, por amar Orfeu, talvez também me queira...

 

Não quero para mim apreço singular.

Um entre todos sou, no ser pluralidade.

Em campo raso ou, por desgraça, atrás da grade,

de peito aberto, a luz da vida hei-de cantar.

 

De pé, enfrento sempre a corja que me agride.

Nos lábios, um esgar e de repulsa apenas,

diverso no respeito enorme, nas arenas,

ao sol do meu ardor, em perigosa lide....

 

Se canto a liberdade ainda por haver

é porque a sinto, em mim, sonhada, acontecer...

 

 

José-Augusto de Carvalho

8 de Agosto de 2004.

Viana * Évora * Portugal



publicado por Do-verbo às 09:55
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