Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
 
Maio maduro - Foto Internet - autor desconhecido
 
 
Da colheita de Maio Maduro,
 
Quanto baste de alento e de alvura.
 
Mitigar minha sede procuro
 
Na cisterna de chuva água pura.
 
 
 
Na farinha e na chuva que amasso,
 
Minha fome modela o sustento.
 
É da Terra e do Céu este abraço
 
Onde crio o que sou no que faço.
 
 
 
Tudo em mim é a soma do todo,
 
Que é de pó e que é de água – este lodo,
 
Num pedaço de céu que me acena…
 
 
 
E assim vou, perseguindo este rastro
 
Que lucila a saudade de um astro,
 
Nesta cósmica angústia terrena…
 
 
 
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 13 de Dezembro de 2010.


publicado por Do-verbo às 04:42
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
mais sobre mim
blogs SAPO
Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29


pesquisar neste blog