Sábado, 03 de Dezembro de 2011

 

N' Os grandes cemitérios sob a Lua,

o grito do cigano de Granada

a noite da vergonha perpetua

na dor da minha Ibéria assassinada.

 

Ardia o mês de Agosto. Era verão.

E a terra ensanguentada ainda jaz,

memória de um sem tempo e sem razão

que fuzilou o sonho, o verbo e a paz.

 

Agora, nas palavras, o tardio

consolo do clamor que repudia

o gesto da barbárie consentida.

 

Mataron Federico! E no vazio

do tempo sem amor e sem Poesia,

persiste, em carne viva, esta ferida.

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

26 de Março de 2007.

Viana do Alentejo * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 05:33
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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