Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

 

Uma pétala de cravo ou uma urze?
A margem de um rio onde
eu te espero ou tu me esperas,
a que tempo a espera corresponde?

Se todo o tempo é habitado
e o tempo vazio não responde,
que eco tem a longínqua espera,
a que tempo a espera corresponde?

Teremos naufragado nesse rio?
Sucumbido a que maré ou onda?
Que tempo é o tempo ausente,
a que tempo a espera corresponde?

Por fim, a desmedida lágrima,
capaz de ser futuro rio, responde:
- basta de esperas passadas,
a que o tempo da espera corresponde!


João de Sousa Teixeira

Migrando para este novo espaço.


publicado por Do-verbo às 15:07
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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