Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
 
No princípio era o verbo... e Deus estava só!
 
Na graça da nudez, a terra seca, em pó...
 
 
 
Da fonte que mitiga a sede do infinito,
 
tirou um pouco de água e o pó dessedentou...
 
Da lama resultou o barro... e levedou!
 
Depois, foi só criar. Assim nasceu o mito.
 
 
 
Deste mistério santo, a carne é Deus e barro!
 
E o barro, que é de Deus, recusa os adjectivos.
 
É barro e nada mais. A graça que há num jarro
 
também lhe vem de Deus. Sem outros aditivos.
 
 
 
A débil mente humana é que perversa impõe
 
insólitas noções e o santo barro inquina...
 
Mas, ai, se a gente (im)põe, só Deus é que dispõe...
 
e uma graça de Deus só pode ser divina!
 
 
 
José-Augusto de Carvalho
16 de Março de 2002
Viana * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 04:22
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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