Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
 

 

Não me peçam nem prece nem círio,
 
evocando o doer do martírio!
 

 
Eu apenas levanto um padrão
 
nesse tempo cumprido e prossigo.
 
Levo o pão repartido comigo
 
e a Verdade é a minha oração.
 
 
 
A verdade fraterna e concreta,
 
que balsâmica olora e floresce
 
quanto mais sobre o pântano desce
 
o livor que angustia e inquieta.
 
 
 
Neste parto de dor e porfia,
 
o milagre levanto do chão.
 
O milagre fraterno do pão,
 
do pão nosso de todos os dias...
 
 
 
José-Augusto de Carvalho
13 de Junho de 2011.
Viana * Évora * Portugal


publicado por Do-verbo às 04:16
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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