Quarta-feira, 07 de Março de 2012

 

 
Sobraço um ramo de papoulas rubras.
São sangue vivo dum adil sem nome.
Oh, noite em sombras, oxalá me encubras
de algum olhar que por ladrão me tome!
 
As minhas mãos ensaguentadas tenho.
Que importa? É sangue desta terra e meu!
É sangue mártir a lavar o lenho
donde a verdade ainda não desceu.
 
Amado chão na dimensão azul
dum céu sem nuvens prometendo tudo,
que tremulina de dourado tule
cerra os meus olhos em estreme ludo?
 
Ai, desafio que me tentas tanto,
eu já não posso nada além do canto!...


 

José-Augusto de Carvalho
4 de Março de 2012.
Viana*Évora*Portugal

 

 

 



publicado por Do-verbo às 07:55
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