Sábado, 09 de Março de 2013
Bélgica, rio Eau-Noire galgando as margens
(foto Internet)
 

 

Naquele tempo, já o rio tinha
a condição de rio decidida:
nascia e da nascente-berço vinha,
em múrmura canção indefinida.
/
Por entre margens, dócil, caminha.
Um fio de cristal na teia urdida.
Não sabe por que vai nem adivinha
que há sempre um por haver desde a partida.
/
A submissão de muito longe vinha!
Mas uma força em si desconhecida
lhe diz que não é mais a ténue linha
por doce devaneio distendida…
/
E, atónito, descobre a teia urdida:
que para além das margens há mais vida!
 


José-Augusto de Carvalho
16 de Outubro de 2011.
Viana*Évora*Portugal


publicado por Do-verbo às 22:39
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