Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

 


 
Carrego a minha dívida de mim,
cumprindo a pena imposta até ao fim.

Da treva ou do mistério donde vim
à treva ou ao mistério que me espera,
espaço e tempo -- a sombra de Caim,
intemporal, persiste e dilacera...

E tudo é feio e gélido e ruim.
O inútil acontece e desespera.
Morreram os canteiros no jardim,
em maldição estéril e severa.

Que espírito ou desígnio de Eloim,
por sobre os ares paira e o sonho gera?
O sonho ensanguentado de Caim,
que nem remorso ou prece regenera...
 

José-Augusto de Carvalho
Moita (B.B.), 7 de Julho de 1995.


publicado por Do-verbo às 14:45
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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