Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

Não sei quem és, mulher ou homem, que interessa?
De ti, me importa a paz que trazes... ou a guerra.
De ti, me importa o cheiro a vida, a sangue, a terra...
De ti, me importa o verbo alado da promessa.
*
Além do verbo, tu, efémera existência,
na dor e no prazer serás como os demais.
Não sei donde vieste ou para onde vais,
nem faço de sabê-lo insólita exigência.
*
Importa-me saber os êxtases das horas
que vives nesse caos de sonho e rebeldia,
nesse insondável caos que cantas e que choras...
*
E deixa-me voar no verbo que irradia,
que subo, além limite, até onde tu moras,
nas horas em que tu és deus e poesia
*
 
José-Augusto de Carvalho
5 de Janeiro de 2005.
Viana*Évora*Portugal

 



publicado por Do-verbo às 16:53
Registo de mim através de textos em verso e prosa.
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