Terça-feira, 06 de Novembro de 2012

 

 

 


De Babilónia trouxe o teu perfume alado!
Nem tempo nem lugar define a tua essência.
Tu és, na sedução, milagre e florescência,
a cítara de Orfeu do canto revelado.

Um êxtase de cor te lava de inocência!
Na tua sedução não pode haver pecado.
Que culpa pode haver num astro incendiado
que à treva dá a luz sagrada da existência?

Bendita seja a luz que, plena, se derrama
e faz da noite escura um medo de criança!
A luz do teu olhar, feitíço em ígnea chama,
entoa, em seu fulgor, um hino de esperança...

Ai, quem me dera ser, além de coração,
p'ra ti, uma canção, com asas de oração.

 

José-Augusto de Carvalho



publicado por Do-verbo às 00:24
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