Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

 

 

 

Folheio devagar o livro dos meus dias.

Às vezes, volto atrás, relendo as folhas lidas.

E, nesta revisão, imagens já delidas

revivem-me o candor de antigas alegrias…

 

Menino, o tempo vem cantando a primavera

que fui a florescer futuros anelantes!

Um tempo que hoje dói nos álbuns, nas estantes… 

enquanto o coração de angústias se lacera.

 

Melhor fora banir de mim estas amarras.

Melhor fora matar memórias e saudades.

Melhor será morder agora as frias grades

e firme recusar plangências de guitarras.

 

Meu fado é desfraldar bandeiras e ir avante…

Que em lágrimas embora, eu só futuros cante!

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 1 de Setembro de 2012.



publicado por Do-verbo às 17:19
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