Quinta-feira, 06 de Setembro de 2012

 

 

 

 

Expurgo deste canto as notas dissonantes.

As notas onde o som apenas é ruído.

Que fique a melodia e sejam por bastantes

as notas desfolhando um cravo proibido…

 

Um cravo que resiste em cada primavera

e ganha, na canção, a dimensão do mito.

Um cravo que, em abril, simbólico me espera,

um cravo que novembro assim mantém proscrito.

 

E canto à chuva e ao sol, a preto e branco e a cores

o verbo e a melodia eternos da canção.

Infernos de verão e invernos de tremores

instantes sobre mim jamais me calarão.

 

À noite, a minha ceia é sempre pão e vinho:

o alento de amanhã --- o intérmino caminho!

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 5 de Setembro de 2012.



publicado por Do-verbo às 10:45
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